
Uma menina, uma mulher. São 21 anos de muito e de pouco. Um poço de sentimentalismo e de dureza de personalidade. Sincera até a alma.
Eu sou louca pelo incomum e grande admiradora da criatividade. Talvez por isso tenha escolhido ser publicitária. Considero escrever a minha maior vocação. Amo ser quem sou, doa a quem doer. Ansiosa, nervosa e sofrendo por antecipações, eu sou assim e não me troco por ninguém. Vingativa algumas vezes, mas quem não é? Eu vivo de excessos, não me satisfaço com pequenas quantidades do que quer que seja.
Amo minha família, meus amigos, meus vícios, a mim mesma e também amo meu time, o Vitória. O resto? Ou gosto ou aturo. Sou fascinada por gatos, mas nutro um amor incondicional por animais de modo geral. Sou de capricórnio, filha do Sol de Janeiro. Cismada e de temperamento complexo, mas prezo a boa educação que minha mãe me deu. Isso é, enquanto você for educado comigo.
Acredito no valor do imaterial. Mas também acredito que, se for para te satisfazer, o valor das coisas não importa. Principalmente no caso de uma boa comida. Por sinal, sou amante da gastronomia local e popularesca. Não me privo daquilo que gosto. Não vivo por viver. Acredito que a vida foi uma dádiva que Deus nos concedeu e, por isso, precisamos cuidar muito bem dela.
A lista das coisas que não gosto é infinitamente maior do que das coisas que gosto. Sou muito crítica. Mas muito mesmo. E não me faço de rogada na hora de expressar o que penso.
Adoro falar, adoro escutar. Mas não me venham com meias palavras sem verdade, porque pra isso não tenho a menor paciência. Não sou de ter paciência, na verdade. A objetividade faz parte de mim.
Quem me magoa, faz isso uma única vez. Não dou segundas chances e isso já está comprovado e confirmado. Sou espírita kardecista e acredito muito no destino, mas sou cética com algumas coisas.
Eu mato e morro pela minha família. Crio uma força inimaginável por ela. Minha mãe é minha vida, minha madrinha, meu maior alicerce e minha avó é a minha base. Amo meu pai. Tenho nele um exemplo de cordialidade, personalidade e força. Sou grata a essas pessoas por tudo. Mas o fato é que nunca vou amar alguém do jeito que amo meu avô, Nicola, que perdi há oito anos.
Graças a Deus, e ao contínuo esforço da minha família, nunca me faltou nada do que precisei. Por isso acho tão absurdo ver pessoas que não dão importância ao núcleo familiar.
Amo ler. Cresci lendo Harry Potter, que me ensinou, dentre muitas coisas, que não se deve deixar que os sapos de chocolate pulem mais de uma vez. Amo assistir filmes, amo cinema, mas não me considerem uma ignorante completa ao confessar que não tenho paciência alguma para filme francês. Por sinal, não sei qual é meu filme preferido, tudo pode mudar na próxima sessão.
Eu me encontro em músicas. Às vezes preciso delas para relembrar momentos, pessoas e até mesmo sentimentos perdidos. E não tenho absolutamente nada de “bom gosto musical”. Ouço axé (Tomate na veia! Ok, parei...), muito rock alternativo, alguma coisa de música nacional, muito de Luiz Gonzaga e excessivamente o Pop. Ou seja, nada refinada.
Adoro futebol e muita gente não compreende isso. Adoro massas, mas dá para entender já que sou ítalo-descentende. Sou apaixonada por Marilyn Monroe, Londres, coalas e bebês de seis meses.
Adoro cheiro de livro, molho de Tomate, roupa cheirosa, feijão preto com limão, Coca cola, o estado da Bahia e morango com chocolate.
Daquilo que não gosto, eu realmente não gosto. Nem adianta disfarçar. Odeio hipocrisia, odeio gente sem humildade e odeio incoerências. Também odeio a Record, Lula, calça na boca do estômago, pessoas muito “estilosas”, o meu vizinho do andar de baixo, salsinha, que me digam que preciso tomar Sol e que peçam alguma coisa minha emprestada.
Eu acredito no amor. Mas duvido que ele seja único. Existe sim a possibilidade de se amar muitas pessoas e de muitas formas. E nada é eterno, só o amor pode vir a ser. Um dia, quem sabe...
Para mim, o sorriso é o cartão de visitas de uma pessoa. Mas os olhos são a janela de nossas almas. Nada é mais significativo do que o olhar.
Tenho uma fixação pelos homens e não gosto muito das mulheres. Sério. Conto nos dedos as amigas que tenho. A mulher tende a ser individualista, calculista e teimosa demais para meu gosto. Sei disso porque sou mulher e sei o difícil que é nos aturar. Já os homens, além de terem a perfeita capacidade de suportarem as mulheres, são tão irresistivelmente charmosos... Mas não valem absolutamente nada e eu preciso ficar me lembrando disso o tempo inteiro. Senão...
Nos homens, gosto das mãos. Mas a primeira coisa que observo é o conjunto da obra. Se a silhueta por toda proporcional, as mãos bonitas e o sorriso cativante, ai ai ai ui ui...
Eu já chorei muito. Mas sorrir muito mais. Fiquei triste tantas vezes, mas meus dias costumam ser mais pro lado da felicidade. Eu tenho espírito esportivo e desprendimento e sei que é isso que me torna mais feliz.
Tendo a ser modesta, mas existem ocasiões em que não sou. É que me considero inteligente, sagaz, extrovertida e bem humorada e o auto-convencimento é um veneno!
Todo mundo tem seus arrependimentos. É saudável tê-los. Mas querem saber? Não me ocorre nenhum arrependimento grande. Procuro pensar que se eu cheguei aqui, sendo como sou e satisfeita com o resultado, para quê fazer diferente? Não se mexe em time que está ganhando!
Eu sou loira, tenho refluxo, uma tatuagem no tornozelo direito, rinite, cintura fina, uma gata chamada Rafaela, QI 115, muitos filmes originais, olhos castanhos claríssimo, pés feios, cinco melhores amigos (Carol, Vinícius, Tânia, Cleber e Florisvaldo), um único primo de primeiro grau, dois braços e duas pernas, graças a Deus.
Essa sou eu, Camila de Sá Mandarino Gomes, 21 anos, piacere di conocerti.
2 Comentários:
Nossa... Como alguém consegue se descrever assim?! o_O
Tem algumas coisas aí no texto que não sabia sobre você... rs...
Enfim, me senti paporra quando vi meu nome ali no final! =P
Quero dizer... sou eu alí, né?! rsrs...
Ah! Você tem probleminhas, viu Camila, na moral! hahaha...
é você sim, babyzinho!!
HAHA tenho muitos probleminhas!
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