Prometi a mim mesma que atualizaria o blog hoje como sem falta. E não poderia ser com um assunto qualquer. Vamos falar sobre Publicidade!
Tenho lido algumas notícias interessantes esses dias, sobretudo, na revista Exame. Vou reproduzir e adaptar algumas coisas.
Uma matéria especial publicada em uma das últimas edições da Exame divulga uma pesquisa exclusiva encomendada pela revista ao Reputation Institute de Nova Iorque sobre as empresas com melhor reputação no Brasil. Em primeiro lugar ficou a Nestlé, que está há noventa anos no mercado brasileiro. Seguindo a lista estão Mercedes-Benz, Johnson&Johnson, Sadia, Natura, Philips, Avon, Garoto, Pirelli e Honda, formando as “dez melhores”.
O que essas marcas têm em comum? Primeiro, a tradição. O tempo favorece na lista de preferências de consumidor e as veteranas saem na frente. Mas talvez os quesitos mais importantes sejam qualidade e reputação. Ou seja, a empresa precisa ouvir seus clientes e atendê-los (o feedback deve ser perfeitamente coletado!). Um famoso caso de “o cliente tem razão” envolve a melhor colocada, Nestlé, que tentou mudar a fórmula e a embalagem do Nescau e recebeu uma enxurrada de reclamações quase que imediatamente. Sem titubear e procurando se redimir, a empresa voltou atrás e em quatro dias, o antigo Nescau estava de volta às prateleiras. Outra: a mesma pesquisa demonstra que “nenhuma das 20 mais bem colocadas estão entre as 50 companhias com mais reclamações no Procon de São Paulo”.
Construir uma boa reputação envolve esses e outros fatores. Campanhas institucionais, que falem para o todo (funcionários, acionistas, fornecedores e clientes) tendem a estreitar os laços com o público. É exatamente o que Natura e Petrobras fazem. E a Emoção está na crista da onda. As campanhas devem ser passionais, afinal, o vínculo emocional toca os consumidores. Isso é ou não é a cara da Nestlé?
Como seria a sua lista? A minha seria um tanto diferente. Para mim, a empresa que está com melhor reputação no mercado é o banco Itaú. Completando o meu “Top 10”, Google, Petrobras, Apple, Nestlé, Coca-cola, Unilever, Hyundai, Johnson&Johnson e Sony.
Outra notícia importante sobre a Publicidade nacional chegou a mim através de um anúncio na Veja. A agência W/McCann divulgou um minucioso estudo sobre a Classe C. resultado: balançou freneticamente o mercado.
Não é de hoje que bons publicitários sabem da força do consumo na Classe C. Essa enorme fatia populacional era, até então desprezada e hostilizada pelas empresas. Pouco a pouco, as potencialidades foram sendo observadas e utilizadas. Como disse Prahalad, cuja pesquisa impulsionou tais percepções, existe riqueza na base da pirâmide. E haja dinheiro! Criar e adaptar produtos e serviços para as quatro bilhões de pessoas que vivem com menos de cinco dólares por dia, irá movimentar o mercado e ajudá-los a emergir.
Portanto, a W/McCann foi precursora e não poderia ser diferente: é a agência do ano e a mais inovadora do mercado. Por isso, Washington Olivetto e companhia anunciaram que a W/McCann é uma agência especializada em Classe C no Brasil. Ninguém mais ouse subestimar a base da pirâmide!
Acho que chega, não é? Beijoquitas!