Envolto numa magia sobrenatural, Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 1 (Inglaterra, 2010) é o princípio de uma despedida que chega sob bons ventos. O doloroso adeus está chegando e esta primeira parte foi um presente aos fãs.
Ironicamente, os críticos de cinema andam falando negativamente desse filme, que estreou no último dia 19. Isabela Boscov (Veja) foi curta e grossa ao tecer suas críticas. Como na maioria das vezes, ela errou miseravelmente e demonstrou, mais uma vez, sua incapacidade de se aprofundar nas informações quando vai escrever suas matérias. Para os críticos insossos, que nunca tocaram nos livros, nem para ter uma base, Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 1 é só um filme longo e que se estendeu demais nas histórias. Mas para nós, fãs apaixonados, este é, enfim, o filme que sempre sonhamos.
Nada de cortes, nada de decepções. Sim, existem as adaptações e as pequenas mudanças, mas a essência do livro foi preservada. Cada parte, seja fundamental para trama ou tocante para o fã, aparece no longa. E nada mais justo que depois de tanto tempo, nós, que lemos e nos apaixonamos pela saga, sejamos recompensados pelo amor platônico e pela dedicação mais do que qualquer crítico de cinema ou mero espectador. O fim nos cabe.
Eu tenho 20 anos. São 10 anos lendo Harry Potter, vivendo na saga. E por isso falo com tanta propriedade que a divisão em duas partes do maior livro da série foi acertada. Muitos dizem, e eu não duvido disso, que a possibilidade de faturar dobrado foi o motor propulsor desta divisão. Mas acredito que quando os dois lados saem beneficiados, a permuta é melhor. A Warner ganhará duas vezes e nós, fãs, teremos o gosto de ir ao cinema e não temer por terem tirado nossa parte preferida, como aconteceu comigo no Harry Potter e o Enigma do Príncipe, onde David Yates cortou, sem dó nem piedade, o funeral de Dumbledore.
Palmas, de pé, para Emma Watson (Hermione). Ela está intensa, emotiva, ativa. Percebe-se que a atriz deu o melhor de si nesta película e que ela sai da saga preparada para interpretar qualquer papel. E a grandiosidade do trabalho de Daniel Radcliffe (o Harry) fica mais evidente. Desde A Ordem da Fênix, que exigiu maior complexidade do jovem ator, que Daniel mostra crescimento. Neste filme, é impossível negar-lhe o crédito.
É um filme sóbrio, maduro e muito adulto. Puderas. Harry cresceu junto com seus fãs e, por isso, a seriedade do filme é confortavelmente explorada. Em 2001, quando A Pedra Filosofal foi lançado, éramos pequenos e o filme estava bem estabelecido na sessão infantil. Hoje, ele fica mais bem adequado nas aventuras dramáticas.
HP 7.1 é um grande filme. Muito, muito bem feito. Um excelente filme com excelente elenco e com uma trama muito bem amarrada. J. K. Rowling, deusa-mãe de tudo isso, merece cada centavo que tem porque foi capaz de mudar uma geração. Foi capaz de criar em pequenas crianças o hábito de ler e com primazia, ao desenvolver um mundo fantástico e próprio. E muitos adultos também caíram nas graças do bruxinho inglês.
SPOILER!! SE AINDA NÃO ASSISTIU, PARE POR AQUI!!
A morte de Dobby foi escolhida como desfecho desta primeira parte. E foi um acerto. Confesso que chorei muito ao vê-lo se despedir nos braços do amigo Harry Potter, sendo fiel a ele até o último instante. E a última cena, que mostra um momento de glória de Voldemort, também foi bem escolhida. O retorno só será ainda mais aguardado.
VOLTANDO...
Desta vez, fãs, se dirijam ao cinema sem medo de serem felizes. É um filme feito para nós. Que critiquem os jornalistas. Os grandes homenageados fomos nós, os 400 milhões de fãs. Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 1 é o mais fiel e o melhor filme da saga.
0 Comentários:
Postar um comentário