25 de agosto de 2010

E agora?

650x425_170379A operação para demolição das barracas da orla de Salvador derrubou estabelecimentos em praias como Corsário, Patamares e Placafor e segue em ação, desta vez, em Itapuã, Ondina e Barra. No total,esta semana, 168 barracas já foram ao chão.

E esta semana certamente ficou marcada nos corações de todas as pessoas que dependem das 102 barracas de praia que foram demolidas na orla soteropolitana  para sobreviver.

Desde 2009 que esse processo de demolição, iniciado em Jaguaribe e Piatã, está acontecendo e por determinação judicial. A justificativa é que estas barracas estão em uma área pertencente à Marinha. A solução encontrada, e certamente a menos coerente, foi simplesmente a de derrubar todas as barracas existentes na orla de Salvador.

É uma ação covarde onde somente a população, composta por comerciantes, barraqueiros e consumidores, sofre. Não existe justificativa para isso.

No chão, não só as barracas, mas o meio de sobrevivência de milhares de pessoas, o sustento de milhares de famílias e o negócio de centenas de micro-empreendedores. Além disso, virou entulho uma das maiores fontes de renda do nosso turismo.

O grande absurdo da situação é que esta ação, executada pela Sucom (Superintendência de Controle e Ordenamento do uso do Solo do Município), não beneficia ninguém. Nem a nós, que usufruímos desta fonte de lazer, nem aos barraqueiros e muito menos ao turismo. A Marguerita, por exemplo, que foi a primeira barraca a ser derrubada, tinha uma relação com a CVC que estabelecia o contato dela com turistas. Qualquer pessoa que tenha passado por alguma praia de Salvador no verão sabe que não exagero ao dizer que a orla perdeu um dos seus atrativos.

Nada foi feito. Se a situação do desemprego já era crítica em nosso estado, essa determinação da justiça só veio atenuá-la. A “impotência” de João Henrique e Moema Gramacho trouxe uma realidade triste.

Outro grande absurdo é que a Sucom quer derrubar as barracas de Ipitanga, que pertencem à Lauro de Freitas. Os barraqueiros pagam seus impostos à comarca de Lauro. Por que então agir como se elas pertencessem ao município de Salvador?

A capital da Bahia, portanto, está com sua orla abandonada e sem projetos para o futuro. Quem ganha com isso são os barraqueiros da orla de Camaçari e Mata de são João. Mas nem eu, que moro em Camaçari, consigo ver algo de positivo nessa liminar, que tirou o emprego de tantos baianos.

{AA5049A0-FB23-4214-A249-299DB487292D}_888888888Só tenho a dizer que tudo isso foi lamentável. Muito lamentável.

O mesmo pau que bate em Chico, deve bater em Francisco. E o que dizer dos Hotéis Pestana e Othon, que ficam na mesma área irregular em relação ao mar? E os restaurantes de luxo da Orla soteropolitana? Atitude descabida.

A orla agora está abandonada à própria sorte e os turistas ficarão longe das praias.

A Marinha queria a área e agora a tem. Mas e quanto a nós?

E me perdoem por não escrever mais. É que a tendinite na mão e braço direito não me permite ir além disso, apesar de querer.

Beijo!

1 Comentários:

vell disse...

Mila, sem palavras para isso.
Creio que você já disse tudo.

Melhoras com o bracinho viu?
Ps. você, LINDA como sempre, parecendo uma boneca de porcelana! haha

beeijos