
Dia do Blog!
Há 1 ano e 3 meses, eu era uma garota longe de ser alguém na vida. Uma pessoa com expectativas longínquas e muitas vezes delimitadas. Cheia de ideias e pensamentos, é verdade, mas nada bem definido.
Em primeiro de Junho de 2009 eu iniciei uma fase em que esses pensamentos e essas ideias começaram a tomar forma. Foi quando iniciei meu estágio na Cidade do Saber. Mesmo não sendo diretamente na área de Publicidade e Propaganda, a experiência de ter um vínculo empregatício molda um simples ser humano. Eu passei a ter mais responsabilidades, mais profissionalismo e aprendi muito sobre ser eu mesma ao perceber minhas atitudes em situações que nunca havia passado.
No atendimento da instituição eu era uma espécie de administradora local. É que ali, naquele simples balcão no centro do salão, circula uma quantidade de pessoas imensa. E esse contato direto com o público me fez entender a funcionalidade da Cidade do Saber, dos seus setores e o seu público: o povo.
Eu sempre tive duas coisas na cabeça: “nunca se considere uma simples estagiária” e “absorva tudo o que puder, também, humanisticamente”.
Com isso, pude, enfim, entrar na Comunicação propriamente dita. Conhecer bem a instituição e me fazer aparente foram fundamentais para chegar à Assessoria de Comunicação da Cidade do Saber. Ali, comecei dominar algumas técnicas que a gente compreende na faculdade, mas só aprende na prática.
Ter feito tudo o que fiz, com esmero e dedicação, foi significativo. De modo que hoje, dando um Adeus à instituição, eu posso dizer que criei laços profundos com algumas pessoas. A minha personalidade forte e meu modo de encarar algumas coisas, por vezes me fizeram bater de frente com o pensamento da organização, uma vez que há vínculos públicos que extrapolam os muros que cercam a Raimundo Pinheiro. No entanto, mesmo não sendo “moldada” aos gostos desta casa, fiz o meu melhor e sempre obtive profissionalismo como resposta. Nunca desaprovaram minhas atitudes pessoais, afinal, nunca as trouxe para cá de uma forma ofensiva ou contestadora. A Cidade do Saber, por sua vez, nunca foi arbitrária. Selamos, mesmo que subjetivamente, um trato de respeito, portanto.
Já fui questionada no por quê de ter sido estagiária da Cidade do Saber. Respondo com sinceridade que amo este projeto. O que ela faz para o povo é muito bonito. Não importa o que vem, se é que vem, por detrás. Ouvi algumas vezes que estar aqui é ser conivente com o projeto. E se o projeto é esse que é feito para o povo, sou mesmo uma cúmplice.
É justamente levar em consideração àquelas premissas “nunca se considere uma simples estagiária” e “absorva tudo o que puder, também, humanisticamente”. Respeitar o local de trabalho, estar unida a ele. Fiz meu voto de fidelidade a esta instituição. E só a ela. O resto sempre foi o resto, principalmente se o resto for contra ao que penso.
Sinto-me honrada em ter aprendido tanto. E feliz por saber que dei a minha contribuição. Foi uma relação de 1 ano e 3 meses com altos e baixos, mais altos do que baixos, que só se encerra agora porque temos sempre que procurar o que nos trará mais.
Estágio é uma fase em que aprender é o importante. Você se lasca, mas aprende. E quanto mais você se lasca, mais aprende. E levando isso em conta, estou mudando os ares.
Há três exatas semanas fiz uma entrevista de estágio. Fui indicada por um professor muito querido. É exatamente aquilo que sempre falo de encarar professores como futuros colegas de profissão e ter a consciência de que faculdade não é escola e muito menos um playground. O mercado é restrito e do mesmo jeito que você pode ser incrivelmente feliz em uma indicação, você pode se queimar fácil fácil. Enfim, fiz a tal entrevista. O conglomerado de empresas do ramo de comunicações tem uma house, que é uma agência de Publicidade dentro da emissora. Lá, estavam precisando de alguém que auxiliasse na produção de textos para VTs. Pois bem, fiz a tal entrevista e depois de quinze dias sem dormir direito e em estado de nervos recebi a esperada ligação.
Serão sete dias de “férias” que precederão essa nova caminhada. Lógico que estou ansiosa, mas com a cabeça em seu devido lugar.
Acredito que irei aprender muito na Rede Bahia. E assim que eu tiver algumas coisas a contar, partilho.
É mais um degrau, sabe. E eu quero ir muito além dele, mas esse é um passo incrível.
Agradeço muito a minha primeira supervisora, Elba Coelho. É muito difícil, e muitos devem saber, ter a primeira oportunidade. E ela me deu. Elba me ensinou muito e sempre me ouviu. Meus colegas de ASCOM além de algumas pessoas de toda a instituição irão me fazer falta.
É isso. Perdoem-me se escrevi demais. Mas eu me empolgo e daí não paro.
2 Comentários:
Feliz por você Mila. Sempre.
Te desejo de coração muuuuito sucesso. Um beeeijo sua branca de neve :)
Camila, você é uma fofa. Não convivemos muito tempo na Cidade do Saber e acho uma pena.
Boa sorte nessa sua nova caminhada.
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