A Constituição de 88 é a grande representação da Redemocratização do Brasil, que comemorou 25 anos na eminente Era pós-Lula. Em ano de eleição, a grande celebração deste aniversário da Nova Democracia será a criação de uma consciência não eleitoral, mas puramente cidadã.
O nosso próximo presidente certamente estará com um Brasil em vias de desenvolvimento, fruto de fatores econômicos construídos ao longo desses 25 anos, como a estabilidade do Real, que completou 16 anos em 2010.
O brasileiro precisa estar mais atento em 2010 e ter melhor embasamento. É importante ter um retrospecto do cenário social e econômico. O Brasil tem se demonstrado crescente em alguns âmbitos, mas decadente em outros tantos. Vemos a segurança pública no mais puro caos, a saúde está precária “como nunca antes na história deste país”. É necessário saber que a economia não nasce em oito, muito menos em quatro, anos. Ela é fruto de anos e anos de preparação. E o brasileiro, no momento do voto, precisa usar um critério simples e eficaz: lista de prioridades.
Na minha, por exemplo, consta em primeiro plano a Educação. Logo em seguida, segurança pública e saúde. Depois disso, política externa. E por aí vai. Por fim, se estabelece uma análise: qual candidato atende melhor as minhas expectativas para o país?
O Brasil estará maduro em 2011, mas precisa lidar com o excesso nos gastos públicos. É errado crer que o bom para o Brasil é a continuidade. O Brasil precisa de mais, precisa evoluir ao invés de estagnar. E uma grande falha do atual governo é não reconhecer seus erros e propor melhorias através de auto-análises. Nenhuma administração pública é perfeita. E creio que concordamos que o Brasil está longe da perfeição. Eu quero poder cobrar mais clareza, quero ver meu país unido, e não só alguns brasileiros isoladamente, batalhando pelo combate à corrupção e impunidade. O que eu vejo hoje é governante fazendo vista grossa.
O maior erro que se instaurou neste país foi crer que o Brasil nasceu em 2003, que tudo antes de 2003 não é válido. Erro, e grave. Esse Brasil que conhecemos hoje, e que está se estabelecendo aos poucos, é nosso. Cresceu às nossas custas e não à custa de uns poucos.
É hora de avaliar. A política externa do Brasil, por exemplo, está mal organizada. Apoiar regimes de autoritarismo é ir contra ao que lutamos com as Diretas Já. O Brasil não está tomando o rumo que sonhamos, o rumo que nos prometeram que ele tomaria. Outro ponto importante: por que essa segregação que está servindo como estratégia do atual governo? Não existe disputa entre pobres e ricos. Somos brasileiros e precisamos de união ao invés de estímulo a divisão.
A minha ultima proposta é a seguinte: conhecer o candidato é fundamental. Não vote no partido simplesmente. Não é um partido que importa: são as propostas. E um candidato precisa ter voz ativa, ao invés de ser uma marionete maquiada de populista. Será o presidente quem escolherá sua equipe e já deveríamos ter aprendido as consequências disto. Precisamos demonstrar que nos importamos com os rumos deste país. Continuidade não é sinônimo de progresso. Somente o progresso estimula o progresso.
Alternância de poder é combater a corrupção da máquina de privilégios que se tornou o estado.
#ficadica
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