
Sex and the City foi uma série como nenhuma outra. Foram seis temporadas, quatro personagens centrais fixas e, agora, dois filmes.
Sábado fui assistir a Sex and the City 2. Sou fã assumida da série (que acabou em 2004), assisti TODOS os episódios. Antes de ir ao cinema, para me preparar, assisti mais uma vez Sex and The City o filme, o primeiro longa da série, lançado em 2008. Dois anos depois, Sex and the City 2 traz a resposta que nos atormenta: como estão as quatro mulheres mais badaladas de Manhattan?
Este segundo filme tem menos apelos consumistas que o seu antecessor: ele simplesmente tornou mais sutil a veia consumista das meninas. As personagens também estão com problemas bem diferentes em relação ao primeiro filme. Carrie está enfrentando os primeiros problemas no casamento e até ela conseguir perceber que o problema está nela e é mais uma crise existencial, muita coisa acontece. Samantha está melhor que nunca. Mais engraçada, irreverente, enfim, rouba a cena. Charlotte também entra em crise: duas filhas pra criar e uma babá gostosona que não usa sutiã. Miranda está completamente apagada. Acredito que se perderam na composição dela, nem parece a mesma Miranda de tão sem graça e sem ironia.
O que eu acredito que poderia ter sido mais e melhor abordado: a história de como elas se conheceram. Essa foi uma das estratégias de lançamento do filme e quase passa despercebida. O melhor do filme é, sem qualquer dúvida, Samantha na crise da menopausa. Cômica, como sempre, não mudou uma vírgula daquela essência tão apreciada pelos fãs. Samantha é como vinho: melhora com o tempo.
O que é inegável e completamente perceptível é o impacto da idade sob elas. Sarah Jessica Parker envelheceu. E como envelheceu! Quem acompanha Sex and the City simplesmente acha que é uma história atemporal e se esquece que elas estão ficando velhas. Samantha, sempre tão sexy, não consegue mais esconder todas as rugas. E Charlotte, sempre uma fofa, também está sofrendo os efeitos da idade.
O filme tem um cenário primoroso, a viagem a Abu Dhabi foi uma excelente estratégia para dar continuidade ao enredo, dar espaço à comicidade da série. O fim (eu não vou contar!) fica com aquele gostinho de que não acabou por aqui. Mas, é com grande dor no meu coração que digo: tudo tem limites. Faltou um fim digno e glamoroso como sempre é com Sex and the City. Acho que se houver mais um filme, terá que ser o derradeiro. Se não, perde o encanto, se torna desespero.
Enfim, é um filme que, subjetivamente, fala sobre a grande importância da amizade. E vale muito a pena conferir.
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