Estou lendo dois livros: Um doce Olhar para o Além de Chico Xavier (presente de Leo) e Assessoria de Imprensa de Elisa Kopplin e Luiz A. Ferraretto. Este livro, que eu já havia lido há um ano, voltou a abrilhantar a mesa de cabeceira da minha cama depois que eu foi transferida para a Assessoria de Comunicação como um meio de relembrar as teorias que aprendi no meu 3° semestre e me atentar para aquelas informações que passaram despercebidas. Está valendo à pena.
O mais importante é perceber a função da Assessoria dentro de uma instituição. Ela utiliza das áreas de comunicação para estabelecer as estratégias adotadas pela empresa. São essas áreas: Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade. É engano pensar (e isso costuma ocorrer comumente) que somente de Relações Públicas se faz uma assessoria. Creem que seria possível se o serviço de PP fosse terceirizado, mas é inegável a necessidade da habilidade de um jornalista e de alguém com habilidade nas técnicas publicitárias e o mínimo de sapiência com o Marketing. Ou seja, o primeiro passo para o correto funcionamento de uma Assessoria de Comunicação perpassa pela compreensão das funções das áreas de Comunicação e suas necessidades dentro da organização para que seja cumprido o objetivo do setor. A não distinção das atividades pode ser compreendida como desconhecimento das delimitações, o que torna o trabalho improdutivo.
Posterior ao esclarecimento da necessidade desses três profissionais
Há quem confunda o assessor com um lobista. O assessor não atua sozinho no convencimento e na tentativa de influenciar as pessoas a terem uma opinião positiva: isso é mérito de qualquer setor da comunicação. Só que esse trabalho não caracteriza aliciamento, ao contrário do que muitos pensam.
Se conhece como nascimento da Assessoria de Imprensa a Dinastia Han (China), em 202 a.C. Naquele período, as decisões e realizações do imperador chegavam ao povo por meio de cartas circulares. Já no século 19, a modernização de jornais e revistas (consequência da Revolução industrial) está em processo crescente e atrelada ao Capitalismo. Surge neste contexto o Jornalismo Empresarial, que tentou atenuar o descontentamento dos funcionários das grandes indústrias, que começaram a se rebelar contra o trabalho incessante nas indústrias, com certa influencia das ideologias anarquistas e comunistas. Concomitante ao nascimento deste jornalismo empresarial nasce a imprensa sindical e partidária.
Depois de muitos anos de execução mal planejada, a assessoria ganhou quatro correntes fundamentais de organização dos serviços prestados: Jornalismo empresarial, assessoria sindical, Jornalismo de assessoramento político e Assessoria cultural. As atividades não são realizadas com base no improviso e o planejamento é a ponte fundamental para a definição de planos e estratégias.
De cunho puramente pessoal, analiso a atividade de uma Assessoria de Comunicação como polidora da imagem do cliente e ponte entre o cliente e as mídias para correto estabelecimento desse contato. Uma ASCOM, por menos que seja, deve estar atenta a três pontos: Notícias e pautas de interesse, divulgação correta e favorável junto à opinião pública e novas mídias.
Chegar ao público da maneira mais correta não é tão fácil quanto parece. Deve existir uma análise antes da implantação de um novo canal e posterior à implantação, deve haver uma checagem da correta funcionalidade. Mas é importante estar atento às novas possibilidades até para se manter atual.
É bacana fazer parte de uma assessoria. Principalmente quando se há, sobretudo, uma preocupação cultural. Fica gostoso divulgar o que acontece dentro da instituição porque tudo o que acontece lá dentro é sim de interesse público. Uma entidade que é inovadora, diferente, benéfica. Seria hipocrisia minha falar que é difícil polir uma imagem já tão bem polida e tão bem vista. Estou adorando.
Informações retiradas de - Assessoria de Imprensa: teoria e prática de Elisa Kopplin e Luiz A. Ferraretto.
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