30 de dezembro de 2009


Gosto de esperar pelas propagandas de fim de ano. Elas são mais institucionais, o conceito de venda está muito mais implícito. Gosto das mensagens que elas passam, curto o estilo. Eu gostei da nova propaganda do banco do Brasil, a minha preferida das de fim de ano. Assistam depois. Ela muda o foco. O narrador fala em nome do ano novo e pede mais tolerância e mais importância aos “seus 365 dias”. Mas mais linda é a da Coca-Cola, que anuncia seu patrocínio à Copa de 2010.


Uma pessoa que trabalha comigo cometeu a asneira de dizer que o Natal é uma época de hipocrisia onde pessoas forçam um espírito humanitário. Pode ser que muita gente vá por esse lado, mas é certo e coerente afirmar que o natal trás sim um espírito de amor aos nossos corações de modo que ficamos em maior contato com um estado de paz e doação, posso até dizer que ficamos mais perto de Deus e de sua benevolência.


Essa minha colega deveria aproveitar o tempo que gasta falando besteira para pensar um pouco. No mundo em que nos encontramos, onde a vida perdeu o valor e somos nossos próprios algozes, é muito importante fazer a diferença. É fundamental saber que ficar parado matracando o que é ou o que deixa de ser o tal espírito natalino não te trará absolutamente nada. A diferença está muito além da inércia.


No meu natal desse ano começamos o amigo secreto com o meu pai. E ele soube introduzir sabiamente a crença do que ele vê deste espírito natalino. Fomos atropelados pelo consumo e pela ideia de presentear. Esquecemos a verdadeira mensagem que o natal nos passa: o nascimento de Cristo. Sim, é uma data simbólica, sem fundamentação. Mas o significado vai além da crença. O fim do ano, como um todo, deveria trazer consigo por obrigação uma reflexão humana estendida. O que fizemos de bom?


Perdoem-me se estou sendo piegas, mas o ano novo vem atrelado ao meu aniversário. E Copenhague me deixou muito mais decepcionada com a humanidade do que antes. Independente da preleção Maia e de todo mau agouro é inegável que precisamos fazer algo pela humanidade e muito rápido. É de se entender que estamos matando a nós mesmos, aos nossos familiares, amigos, aos nossos descendentes. Somos obrigados a confiar em líderes que foram tomados pelo desejo e ambição. Soa comunista e esquerdista né? Mais ainda sou eu falando. Sou somente eu decepcionada com Obama, Minc, Sarkozi e companhia.


É isso que deixo como mensagem de fim de ano: doação, compreensão e reflexão que gerem atitudes. Fazer algo pelo próximo e não esquecer que isso sim é natal, isso sim é comemoração e celebração. Fica aqui o meu pedido desesperado.

16 de dezembro de 2009

8 de dezembro de 2009

Na toca dos Leões - Fabuloso


902 prêmios em 18 anos de vida (dados de 2004). Essa é a amior a gência de Publicidade do Brasil: A W/Brasil que é comandada pelo inebriante e incrível Washington Olivetto, o Papa da Propaganda que não conquistou esse título à toa: é fruto de um talento infinito. Tudo isso está cravado no fabuloso livro “Na toca dos Leões” de Fernando Morais, que conta a história dos três sócios que formam a agência (Gabriel Zelmeister, Javier Llussá e Washington) desde a infância, como entraram nesse ramo e a concepção da W. Ainda não terminei o livro, mas algumas coisas nele arrebataram meu coração.


Primeiro, a leveza de uma ficção sendo uma biografia. Não é nada nada maçante. Ao contrário: puxa sua atenção. Segundo: me apresentou melhor o profissional Washington Olivetto, que sempre foi talentoso e isso até quem não o conhece pode negar. Mas eu não fazia ideia da dimensão desse talento. O cara é fantástico. Terceiro: a obra vai muito além da história da W/Brasil. Perpassa pela história da publicidade do Brasil, considerada naquela época incrível no mundo todo, um coqueluche mundial. E também conta história do Brasil, história política e até história das grandes empresas do país. É um arsenal de informações sobre nosso país. E informações valiosas. Quarto e ultimo, mas nem por isso menos importante: Fala, e bastante, de Nizan Guanaes.


É de conhecimento global a minha frenética admiração por Nizan. Um baiano formado em ADM pela Federal que trabalhava aqui em Salvador com o inescrupuloso (cara de nojo ao falar dessa criatura) Duda Mendonça e foi pra São Paulo arriscar-se no grande pólo de Publicidade do país. Lá, ganhou muito fácil a admiração de Washington que o arrastou consigo pra W/GGK (a agência era de origem suíça quando ele tornou-se sócio) quando saiu da DPZ. Na agência de Olivetto, Nizan faturou o prêmio de “Melhor do mundo”. E outra: o livro conta o episódio que fez Nizan sair da W/GGK e voltar à terrinha de todos os santos. Um episódio que arranca ódio de todos os baianos que leem. Vou reproduzir:


Em agosto de 1988, Nizan Guanaes comunicou a Washington que estava deixando a agência. Aliás, como ele esclareceu aos jornais, “Não estou saindo da W/GGK, estou saindo de São Paulo”. Já fazia algum tempo que ele sofria por estar longe da Bahia.


(...) “Eu não estou saindo de São Paulo porque não gosto da cidade, só que ela não é a minha cidade”, disse ele aos jornais, arrematando: “O trabalho é uma coisa muito importante da minha vida. Mas ele não é toda a minha vida”. A gota d’água que o levou a comprar a passagem de volta à Salvador foi um episódio fortuito, sem nenhuma relação com o seu trabalho.


Ao lado do prédio da W/GGK existia um edifício em construção, e das mesas de criação dava pra ver que os pedreiros trabalhavam pendurados em cordas ou andaimes de tábuas, sem nenhuma segurança. Numa dessas ocasiões, Nizan desceu, foi até a obra e disse ao responsável que aquilo era um absurdo, que alguém acabaria caindo de lá do alto. O sujeito não levou a sério. Um dia ele chegou à agência e encontrou Gabriel e o diretor de arte Jarbas Agnelli chocados com que tinham acabado de ver: um pedreiro de obra despencara do último andar, morrendo na hora. Nizan ficou atordoado com o que ouvia. Desceu de novo à construção, chamou o mesmo mestre-de-obras e o ameaçou:

- Aconteceu o que eu tinha previsto, e o senhor é o responsável por essa morte. Vou denunciá-lo na televisão e nos jornais!


Com ar de absoluto desdém, o sujeito disse apenas uma frase que caiu como uma marretada na cabeça do publicitário:

- Imagina se a televisão vai se importar com mais um baiano que cai de prédio.


(...)No dia de embarcar, Nizan se emocionou ao abrir o jornal e encontrar um anúncio de despedida feito por seus amigos da W/GGK, inspirado na canção de outro baiano, Gilberto Gil – Eu vim da Bahia, mas eu volto pra lá. (...).


O auto-exílio, no entanto, não ia durar muito. Menos de uma no depois, Nizan estaria de volta a São Paulo – desta vez para enfrentar de igual para igual o patrão que acabava de homenageá-lo.



Foi nessa parte que parei. Agora me deixem voltar a devorar o livro.

7 de dezembro de 2009

Descanso/ Férias


Sol, calor... Os neurônios não funcionam tão completamente, sabe. Por isso vou dar um tempo nas postagens. Eu estava meio que me forçando a escrever algo pra postar e isso num é legal. Mas assim, eu vou falar um pouco como andam as coisas.


Passei direto na facul, sem final, sem mais dor de cabeça. Livre. Valeu a pena tanto esforço e dedicação. Fiquei satisfeita e aliviada e agora estou torcendo por meus amigos que ficaram em uma ou outra final. Me apaixonei muito por História das Artes, uma válvula de escape. No estágio, entro de férias em 19 de Dezembro. Estou mesmo precisando de um pouco de Sol, ficar quarando numa praia, piscina... Risos. Descansar, ler um bocado de livros, ver uma porção de filmes. Inclusive assisti a um massa ontem: A duquesa.


Ou seja, me mudei, estudei, fiz estágio, enfim... cansei um pouco esses tempos. E preciso muito me dedicar completamente ao meu namorado... Saudade de ter muitas horas pra ficar agarrada nele. Com certeza isso vai me trazer de volta com muito gás! Risos. Por isso, me declaro de férias do Blog. Juro que volto com coisas interessantes!


Beijo Beijo

Arrivedecci!