A pirataria é um tema polêmico, assim como o aborto, o uso de drogas, a política, a diversidade religiosa e tantos outros. Mas é um tema amplo e interessante de propor discussão.
Eu sou a favor do software livre. Inclusive promovo-o aqui no blog utilizando do creative commons, porque acredito que a internet é um puta meio de comunicação e a melhor forma de agregar conhecimento e bagagem. A internet nos elevou a um patamar que torna o todo atingível de maneira muito mais fácil. E, saber usá-la sabiamente permite que tenhamos acesso a opiniões diversas, fóruns de discussão e, sobretudo, torna inteligível um acervo cultural gigantesco.
Mas eu considero que usufruir disso é diferente de se apropriar disso. Ou seja, eu luto para que a internet se legalize como pólo de divulgação da indústria cultural e não que se torne uma ferramenta da pirataria. Eu não acredito que baixar uma música na internet para VOCÊ escutar ou baixar um livro pra ler não é a mesma coisa de usar disso como meio de ganhar a vida. Uma coisa é o software livre, todos tendo acesso, cada um com seu cada qual. Outra é a pirataria, que, querendo ou não, financia o tráfico, financia o trabalho informal, dá um baita dinheiro para traficantes e afins.
Não precisa reiterar que eu sou firmemente contra o uso de drogas, liberação da maconha e afins. E quando eu digo que não compro filmes, CDs ou qualquer coisa pirata é a mais pura verdade. E o que me dói é viver numa sociedade onde não beber do mercado informal é absurdo. Ainda me dão argumentos. E são argumentos infundados porque basta você pesquisar um pouquinho que percebe as demais alternativas pelas quais deveríamos lutar na tentativa de combater os preços altos.
Altos é relativo, não é? Dá R$ 20,00 num CD não é tão absurdo. Muito mais se gasta em coisas irrisórias. Um bom CD vale muito que isso, calculando o benefício. Deveríamos correr atrás de alternativas como o software livre, onde tudo seria disponibilizado de maneira formal e a redução de impostos calculados em cima do repasse.




