31 de julho de 2011

Parabéns, Harry!

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Hoje são 31 de julho de 2011. Para muitos, somente mais um domingo, mais um dia qualquer. Mas para outros muitos, hoje é um dia especial: Harry Potter (isso mesmo, o personagem) faz aniversário neste dia.

Eu não sei por que a escritora Joanne K. Rowling escolheu esta data para comemorar os novos anos do seu personagem principal. Mas eu escolho hoje, 31 de julho de 2011, para falar do fim desse, que foi o maior ciclo da cultura pop recente.

Harry Potter chegou ao seu oitavo filme depois de catorze anos de saga e sete livros. Ao longo de mais de 4.000 páginas, 450 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. É o fim de uma geração, já que é certo afirmar que Harry Potter e a pedra filosofal foi a primeira obra literária de muitos, inclusive, desta pessoa que vos fala.

Eu assisti ao último filme, Relíquias da morte parte 2, na última segunda-feira. Não vou negar as lágrimas que rolaram pelo meu rosto do início ao fim do filme. Acontece que David Yates conseguiu retratar o sentimento de perda, o luto inevitável dos fãs. Esse derradeiro filme demonstrou ter imbuída a ideia de despedida, até mesmo no olhar dos atores e nas cenas tão fiéis às páginas que lemos.

Foi o melhor filme da série, e assim mesmo que deveria ser. Ótimas atuações, personagens tendo um momento de brilho próprio, cenas e efeitos incríveis. Não sou absolutamente nenhuma crítica de cinema e estou longe de ser a pessoa mais indicada para isso. Mas posso garantir que quem assiste a Harry Potter 7.2 sai do cinema com êxtase e convicção de que fez valer seu dinheiro.

Enquanto aos livros, muito se criticou Joanne Rowling. Mas ela teve a perspicácia de criar um nicho, que posteriormente se tornou um universo próprio, para o público infanto-juvenil. Depois de Harry Potter, vieram inúmeras estórias com temática similar. A narrativa é simples, fácil, mas não deixa de ser surpreendente e deliciosa. Nunca li Harry Potter esperando encontrar filosofias e palavras rebuscadas com um enredo super amarrado. Não. Eu li despretensiosamente. E amei.

harrypotter8_6A série deu um ar de renovação à literatura infanto-juvenil. E deve ser sim reconhecida por isso. O mais fantástico é que Harry cresceu no mesmo ritmo que nós, seus fãs, crescemos. Quando o último livro foi lançado, em 2007, eu, Harry, Rony e Hermione tínhamos 17 anos. Ou seja, a leitura tornou-se mais sombria, mais intensa e cresceu ao nosso tempo.

Foi um adeus que eu senti muito por dar. Mas, todo ciclo tem um fim. E eu garanto que esse fim tem méritos e lugar de honra na sétima arte.

Pela última vez,

Draco Dormiens Nunquam Titillandus‎!

18 de julho de 2011

Decodificando


Uma menina, uma mulher. São 21 anos de muito e de pouco. Um poço de sentimentalismo e de dureza de personalidade. Sincera até a alma.

Eu sou louca pelo incomum e grande admiradora da criatividade. Talvez por isso tenha escolhido ser publicitária. Considero escrever a minha maior vocação. Amo ser quem sou, doa a quem doer. Ansiosa, nervosa e sofrendo por antecipações, eu sou assim e não me troco por ninguém. Vingativa algumas vezes, mas quem não é? Eu vivo de excessos, não me satisfaço com pequenas quantidades do que quer que seja.

Amo minha família, meus amigos, meus vícios, a mim mesma e também amo meu time, o Vitória. O resto? Ou gosto ou aturo. Sou fascinada por gatos, mas nutro um amor incondicional por animais de modo geral. Sou de capricórnio, filha do Sol de Janeiro. Cismada e de temperamento complexo, mas prezo a boa educação que minha mãe me deu. Isso é, enquanto você for educado comigo.

Acredito no valor do imaterial. Mas também acredito que, se for para te satisfazer, o valor das coisas não importa. Principalmente no caso de uma boa comida. Por sinal, sou amante da gastronomia local e popularesca. Não me privo daquilo que gosto. Não vivo por viver. Acredito que a vida foi uma dádiva que Deus nos concedeu e, por isso, precisamos cuidar muito bem dela.

A lista das coisas que não gosto é infinitamente maior do que das coisas que gosto. Sou muito crítica. Mas muito mesmo. E não me faço de rogada na hora de expressar o que penso.

Adoro falar, adoro escutar. Mas não me venham com meias palavras sem verdade, porque pra isso não tenho a menor paciência. Não sou de ter paciência, na verdade. A objetividade faz parte de mim.

Quem me magoa, faz isso uma única vez. Não dou segundas chances e isso já está comprovado e confirmado. Sou espírita kardecista e acredito muito no destino, mas sou cética com algumas coisas.

Eu mato e morro pela minha família. Crio uma força inimaginável por ela. Minha mãe é minha vida, minha madrinha, meu maior alicerce e minha avó é a minha base. Amo meu pai. Tenho nele um exemplo de cordialidade, personalidade e força. Sou grata a essas pessoas por tudo. Mas o fato é que nunca vou amar alguém do jeito que amo meu avô, Nicola, que perdi há oito anos.

Graças a Deus, e ao contínuo esforço da minha família, nunca me faltou nada do que precisei. Por isso acho tão absurdo ver pessoas que não dão importância ao núcleo familiar.

Amo ler. Cresci lendo Harry Potter, que me ensinou, dentre muitas coisas, que não se deve deixar que os sapos de chocolate pulem mais de uma vez. Amo assistir filmes, amo cinema, mas não me considerem uma ignorante completa ao confessar que não tenho paciência alguma para filme francês. Por sinal, não sei qual é meu filme preferido, tudo pode mudar na próxima sessão.

Eu me encontro em músicas. Às vezes preciso delas para relembrar momentos, pessoas e até mesmo sentimentos perdidos. E não tenho absolutamente nada de “bom gosto musical”. Ouço axé (Tomate na veia! Ok, parei...), muito rock alternativo, alguma coisa de música nacional, muito de Luiz Gonzaga e excessivamente o Pop. Ou seja, nada refinada.

Adoro futebol e muita gente não compreende isso. Adoro massas, mas dá para entender já que sou ítalo-descentende. Sou apaixonada por Marilyn Monroe, Londres, coalas e bebês de seis meses.

Adoro cheiro de livro, molho de Tomate, roupa cheirosa, feijão preto com limão, Coca cola, o estado da Bahia e morango com chocolate.

Daquilo que não gosto, eu realmente não gosto. Nem adianta disfarçar. Odeio hipocrisia, odeio gente sem humildade e odeio incoerências. Também odeio a Record, Lula, calça na boca do estômago, pessoas muito “estilosas”, o meu vizinho do andar de baixo, salsinha, que me digam que preciso tomar Sol e que peçam alguma coisa minha emprestada.

Eu acredito no amor. Mas duvido que ele seja único. Existe sim a possibilidade de se amar muitas pessoas e de muitas formas. E nada é eterno, só o amor pode vir a ser. Um dia, quem sabe...

Para mim, o sorriso é o cartão de visitas de uma pessoa. Mas os olhos são a janela de nossas almas. Nada é mais significativo do que o olhar.

Tenho uma fixação pelos homens e não gosto muito das mulheres. Sério. Conto nos dedos as amigas que tenho. A mulher tende a ser individualista, calculista e teimosa demais para meu gosto. Sei disso porque sou mulher e sei o difícil que é nos aturar. Já os homens, além de terem a perfeita capacidade de suportarem as mulheres, são tão irresistivelmente charmosos... Mas não valem absolutamente nada e eu preciso ficar me lembrando disso o tempo inteiro. Senão...

Nos homens, gosto das mãos. Mas a primeira coisa que observo é o conjunto da obra. Se a silhueta por toda proporcional, as mãos bonitas e o sorriso cativante, ai ai ai ui ui...

Eu já chorei muito. Mas sorrir muito mais. Fiquei triste tantas vezes, mas meus dias costumam ser mais pro lado da felicidade. Eu tenho espírito esportivo e desprendimento e sei que é isso que me torna mais feliz.

Tendo a ser modesta, mas existem ocasiões em que não sou. É que me considero inteligente, sagaz, extrovertida e bem humorada e o auto-convencimento é um veneno!

Todo mundo tem seus arrependimentos. É saudável tê-los. Mas querem saber? Não me ocorre nenhum arrependimento grande. Procuro pensar que se eu cheguei aqui, sendo como sou e satisfeita com o resultado, para quê fazer diferente? Não se mexe em time que está ganhando!

Eu sou loira, tenho refluxo, uma tatuagem no tornozelo direito, rinite, cintura fina, uma gata chamada Rafaela, QI 115, muitos filmes originais, olhos castanhos claríssimo, pés feios, cinco melhores amigos (Carol, Vinícius, Tânia, Cleber e Florisvaldo), um único primo de primeiro grau, dois braços e duas pernas, graças a Deus.

Essa sou eu, Camila de Sá Mandarino Gomes, 21 anos, piacere di conocerti.

11 de julho de 2011

O melhor ou o pior do Brasil

 

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Nos sábados, a TV aberta contém uma programação mais voltada para o entretenimento familiar. Natural, já que é no fim de semana que a família costuma se reunir diante das telinhas. Durante muito tempo, os sábados eram iguais: Filmes, Silvio Santos, Raul Gil e desenhos animados. Mas o advento da classe C e o crescimento da TV fechada trouxeram a necessidade de uma reinvenção, considerando-as boas ou não, mesmo que modesta.

O antigo conhecido dos brasileiros, o programa de auditório, continuou como o mais pedido. Mas não do mesmo jeito. O cada vez maior poder de consumo da classe C exigiu uma popularização e um contato maior, gerando identificação com os programas. Assim, surgiram O melhor do Brasil, e reformulações nos antigos, como o Caldeirão do Hulk.

Luciano Hulk tornou-se o queridinho da TV Brasileira, um rosto que cativou a publicidade e os lares nacionais. Popular pelos gestos de cidadania e por contar histórias que sensibilizam as pessoas, O Caldeirão é líder absoluto de audiência em seu horário.

melhor_450Mas o meu post hoje é dedicado ao programa O melhor do Brasil, que, admito, adoro. Antes de vocês questionarem meu já duvidoso gosto, vou lhes dizer o por quê.

Também figura carimbada no mundo da publicidade, Rodrigo Faro teve a difícil missão de substituir um programa bem sucedido comandado pelo galã Márcio Garcia. O jeito escrachado de Faro logo despertou estranhamento no público. Mas ele conquistou o seu lugar ao Sol, tendo mais de quatro horas de programa, dominando o fim de tarde e noite da rede Record. O programa é extremamente popular e humorado, quase um show de horrores. Rodrigo Faro entra no seu palco munido de dois anões, dois marmanjos malhados e com opção sexual bem duvidosa e várias mulheres rodrigofarogaga-g-20100528bonitas. Reúne tudo que o brasileiro gosta: cidadania, a vida dos outros, comédia e pegação. O que é Insensato Coração diante de Rodrigo Faro vestido de Lady Gaga em rede nacional?

Eu tenho um profundo asco à Rede Record. Verdade verdadeira. Não suporto essa mania de copiar descaradamente a Rede Globo, somente esquecendo-se do detalhe Padrão de Qualidade técnica no que se faz. Mas O melhor do Brasil não é uma imitação de absolutamente nada da Globo: é autêntico e anda com suas próprias pernas. Faro conduz seu Freak Show com naturalidade e sem medo do ridículo, proporcionado àquilo que todo programa de auditória batalha pra fazer: entretenimento.

O Melhor do Brasil Rodrigo FaroÉ ridículo? É. Edifica o cérebro humano? Não. Mas entretém, e esse é o seu único objetivo, sem maiores pretensões. Além do que foge da mesmice, procurando constantemente inovações, mas mantendo o que está dando certo.

Não gosto de pessoas extremamente metidas a intelectualizadas. Já entrei em confronto de ideias muito frequentemente pelo meu apreço ao popular. Criou-se o mau costume de rotular tudo que é popular como ruim e todos que gostam do que é popular como vazios, e esses são dois grandes erros. Não adianta absolutamente nada eu ler Tolstói, saber todas as teorias de Karl Marx, assistir somente aos filmes de Woody Allen e necas de televisão. Eu estou me formando comunicóloga, faço publicidade, preciso falar para as massas. A massa é rentável. É de uma ignorância sem limites olhar seu público com distanciamento. Sim, eu aprecio o popular e sei a diferença entre informação e entretenimento.

É incrível o quanto já me cobraram uma ligação maior com o que julgam de melhor qualidade. Mas eu sinto muito, pessoas. Não leio somente pra ser metida a inteligente e não assisto somente o que é Cult. TV, cinema e literatura representam para mim um hobby e um alívio, por poder vivenciar um mundo próprio, longe de preocupações filosóficas.

O entretenimento é necessário. O inconveniente é que ele ultrapasse a barreira do comum, onde o velho circo da dobradinha “pão e circo” seja maior e mais levado em conta do que a dura realidade que vivemos. A premissa é achar um meio termo.

A indústria cultural possui várias vertentes. E é errado subjugá-las baseando-se em conceitos pré-formados e opiniões pessoais. Trocando por miúdos, o que é bom para mim, não precisa e nem deve ser bom para você. E repito: não é por ser popular, que algo é ruim. Me taxem de ignorante, se for conveniente. Mas eu gosto de O Melhor do Brasil.

29 de junho de 2011

Fééérias!!

 

FERIAS

Estou de férias! Sofrimento, não é? HAHA

Enfim, há quem diga que estagiário não deveria ter férias. São uns recalcados que nasceram antes da Lei do Estágio e eram escravos do sistema. Vejam bem, a gente já ganha pouco, precisa conciliar estudo com estágio e ainda não merece férias? Ah, vá!

Mereço e aproveito. A última vez que tinha ficado assim, de papo pro ar, tinha sido em 2009, quando estava na Cidade do Saber. Imagine o tanto de tensão e estresse que esses meses acumularam? Neste intervalo de tempo tive TCC, confusões na faculdade, desgastes com a coordenação, lidei com pessoas intragáveis, mudança de estágio, mudança de foco, mudança de casa (duas vezes!), noivado, fim de noivado, solteirisse (dá dor de cabeça, trust me!), tatuagem no pé, dengue, 10 quilos a mais, 2 quilos a menos, cabelos mais loiros... Ufa! Alguém duvida que preciso descansar?

Pois bem, cá estou eu, de férias. Com uma listinha de filmes para assistir e livros para ler. Com o casamento da minha melhor amiga pra organizar e 3 quilos pra perder.

Mas de uma coisa ninguém duvida: essas férias serão intensas. Só no São João já foi, digamos, Hardcore!

=)

Beijos!